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Capítulo I

A primeira tempestade de verão que caiu sobre a cidade de Dimbletown nos começos de julho, por volta das 11 horas da noite, foi particularmente violenta. Num dos bairros do sub ú rbio, onde os bueiros j á  estavam alagados, um cartaz que se encontrava afixado num dos postes de iluminação, no qual se via a fotografia de uma jovem mulher e se lia "Priscila Wagner, desaparecida", descolou-se abatido pela chuva e, com o sopro do vento, resvalou para a beira da calçada, onde foi tragado pelas  águas que  desciam em  correnteza pela rua, formando inundações. Naquele momento,  um relâmpago estralou riscando os céus e o estrondo de um trovão se fez ouvir por toda a parte norte da cidade. Aquela noite iria ficar na mem ória d a detetive Jessica Loren, que, de plantão na divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Dimbleton, teve de atender a um estranho telefonema. Registremos o fato: a voz que se fez escutar do outro lado da linha  não era mais do que um ru...